Crianças que podem beneficiar da profilaxia
As crianças que pertencem a grupos de risco e que podem beneficiar da profilaxia, mas com alta hospitalar longe da época de epidemia, têm que ser convocadas antes do início da próxima época.
Dose, local de administração e controlo terapêutico
Dose 15 mg/kg
Periodicidade de 30 em 30 dias
Via intramuscular
Número de doses 5 administrações, durante os meses de maior prevalência da infecção pelo VSR. Ex. - 1ª dose em meados de Outubro, 5ª dose em meados de Fevereiro.
No entanto, os casos de infecção pelo VSR no mês de Novembro são diminutos, o que permite defender a prática de administrar apenas 4 doses. Ex.- 1ª dose a meio de Novembro, última dose a meio de Fevereiro.
Em algumas unidades de saúde o início da profilaxia é condicionado pelo início da época de epidemia, sendo o alerta dado pelo laboratório de virologia.
Às crianças a quem se decida iniciar a profilaxia e que tenham alta hospitalar programada durante o período de maior prevalência da infecção pelo VSR, deve ser administrada a primeira injecção de Palivizumab 3 a 5 dias antes da alta.
Crianças com infecção actual pelo VSR e que tenham iniciado anteriormente a administração do Palivizumab devem continuar o esquema de administração.
Esta situação (crianças a quem tenha sido iniciada terapêutica e que vieram a contrair infecção pelo VSR) deve ser comunicada pela Unidade Hospitalar de atendimento, à Unidade Hospitalar onde está a ser administrado o medicamento, de modo a possibilitar a avaliação da eficácia terapêutica.
Segundo indicações do próprio fabricante a administração do Palivizumab não está indicada para prevenção de epidemias dentro de uma unidade de internamento. Serão mais eficazes as medidas de prevenção primária, que devem ser rigorosas em época de epidemia.
Contra-indicações
A única contra-indicação são as cardiopatias congénitas cianóticas.
Local
Excepto nas situações em que existe protocolo estabelecido entre duas unidades de saúde, as doses subsequente do Palivizumab devem ser administradas na unidade onde a profilaxia foi iniciada. Esta política tem duas grandes vantagens: controlo da eficácia terapêutica já que haverá uma observação mensal da criança durante os meses de maior risco de infecção e uma melhor gestão do número de ampolas utilizadas, convocando várias crianças para o mesmo dia.
Imunizações
A imunoprofilaxia com Palivizumab não interfere com a resposta imune às vacinas pelo que, crianças a fazer esta terapêutica, devem cumprir o calendário de vacinas como qualquer outra criança.
Nota
Este documento pode ser revisto à luz de novos conhecimentos científicos.
É desejável que se realizem estudos multicêntricos nacionais sobre a prevalência do VSR e um controlo da profilaxia com Palivizumab de modo a corrigir este documento com base em dados nacionais.