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Avós e Netos

Prevenção

Primária

A prevenção primária é fundamental na prevenção da disseminação dos vírus respiratórios. O ensino e informação aos pais de todos os recém-nascidos, sobre o risco que a criança corre de contrair uma infecção das vias respiratórias, nomeadamente VSR, Adenovírus ou vírus Influenza, sobretudo se nasceu numa época de epidemia e se tem irmãos em infantários, é de primordial importância na prevenção deste tipo de infecções.

Faz parte das atribuições do pediatra que prepara a alta hospitalar do recém-nascido, o ensino sobre a necessidade de e como deve ser feita a prevenção das infecções respiratórias que, nos primeiros meses de vida, são causa frequente de hospitalização, ventilação mecânica e eventuais sequelas a médio e longo prazo.

Assim deve ser aconselhado:

  • As mãos devem ser sempre bem lavadas antes de tratar do recém-nascido
  • Lavar as mãos dos outros filhos, quando chegam do infantário ou da escola, antes de irem brincar com o irmão.
  • Não deixar que partilhem chuchas e brinquedos. Estes também devem ser lavados com frequência.
  • Evitar o contacto do recém-nascido com familiares e amigos “constipados“. Cuidado especial deve ser tomado com irmãos pequenos a frequentar infantários.
  • Se a própria mãe está constipada, deve usar máscara que lhe cubra a boca e o nariz durante as mamadas ou durante os cuidados dispensados ao filho, caso não haja uma pessoa disponível para a substituir.
  • As mãos devem ser cuidadosamente lavadas depois da colocação da máscara ou depois de se assoar.
  • Evitar lugares com grande concentração de pessoas, como transportes públicos, supermercados, centros comerciais, salas de espera de consultórios ou hospitais
  • Evitar a frequência de locais poluídos com fumo.
  • Incentivar o aleitamento materno.

Secundária

Apesar dos cerca de 40 anos de investigação ainda não há vacina disponível. A imunoglobulina e o anticorpo monoclonal são as duas únicas medidas profiláticas existentes actualmente. Cada uma tem as suas indicações e contraindicações. Referimos apenas algumas das mais importantes: a imunoglobulina específica requer uma lenta administração endovenosa, logo hospitalar, de grande volume de produto, incompatível com o baixo peso ou a patologia pulmonar ou cardíaca de muitas crianças; interfere no calendário de vacinas; protege contra vírus e bactérias causadoras de infecções respiratórias altas e baixas e otite média aguda. O anticorpo monoclonal do VSR protege apenas contra o VSR; a administração por via intramuscular possibilita a administração em ambulatório; não interfere no calendário das vacinas.

Os documentos orientadores da prescrição deste medicamento aprovados pela AAP e as normas europeias, têm indicações muito gerais, abrangendo todos os recém-nascidos com menos de 36 semanas de idade de gestação, seguindo protocolo semelhante ao adoptado no estudo inicial, IMpact-RSV, que levou ao licenciamento do produto pela US Food and Drug Administration.

As indicações de cada país devem regular-se pela casuística e prevalência sazonal do VSR.

Em Portugal, o estudo casuístico de crianças hospitalizadas (H. St.º António - 1998, H. S. João - 1999, H. St.ª Maria - 1999, H. Dona Estefânia - 1999, H. Garcia de Orta - 1998/99 e 1999/2000) revelaram que os picos de maior prevalência da infecção ocorreram em Dezembro, Janeiro e Fevereiro e que 66% a 85% das crianças tinham idade inferior a 6 meses.