Primária
A prevenção primária é fundamental na prevenção da disseminação dos vírus respiratórios. O ensino e informação aos pais de todos os recém-nascidos, sobre o risco que a criança corre de contrair uma infecção das vias respiratórias, nomeadamente VSR, Adenovírus ou vírus Influenza, sobretudo se nasceu numa época de epidemia e se tem irmãos em infantários, é de primordial importância na prevenção deste tipo de infecções.
Faz parte das atribuições do pediatra que prepara a alta hospitalar do recém-nascido, o ensino sobre a necessidade de e como deve ser feita a prevenção das infecções respiratórias que, nos primeiros meses de vida, são causa frequente de hospitalização, ventilação mecânica e eventuais sequelas a médio e longo prazo.
Assim deve ser aconselhado:
Secundária
Apesar dos cerca de 40 anos de investigação ainda não há vacina disponível. A imunoglobulina e o anticorpo monoclonal são as duas únicas medidas profiláticas existentes actualmente. Cada uma tem as suas indicações e contraindicações. Referimos apenas algumas das mais importantes: a imunoglobulina específica requer uma lenta administração endovenosa, logo hospitalar, de grande volume de produto, incompatível com o baixo peso ou a patologia pulmonar ou cardíaca de muitas crianças; interfere no calendário de vacinas; protege contra vírus e bactérias causadoras de infecções respiratórias altas e baixas e otite média aguda. O anticorpo monoclonal do VSR protege apenas contra o VSR; a administração por via intramuscular possibilita a administração em ambulatório; não interfere no calendário das vacinas.
Os documentos orientadores da prescrição deste medicamento aprovados pela AAP e as normas europeias, têm indicações muito gerais, abrangendo todos os recém-nascidos com menos de 36 semanas de idade de gestação, seguindo protocolo semelhante ao adoptado no estudo inicial, IMpact-RSV, que levou ao licenciamento do produto pela US Food and Drug Administration.
As indicações de cada país devem regular-se pela casuística e prevalência sazonal do VSR.
Em Portugal, o estudo casuístico de crianças hospitalizadas (H. St.º António - 1998, H. S. João - 1999, H. St.ª Maria - 1999, H. Dona Estefânia - 1999, H. Garcia de Orta - 1998/99 e 1999/2000) revelaram que os picos de maior prevalência da infecção ocorreram em Dezembro, Janeiro e Fevereiro e que 66% a 85% das crianças tinham idade inferior a 6 meses.