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Anticorpo Monocional

O anticorpo monoclonal anti-VSR (Palivizumab) é um produto humanizado, obtido por engenharia genética a partir de material de rato. É o primeiro anticorpo monoclonal aprovado para utilização quer em pediatria quer em doenças infecciosas.

O anticorpo liga-se à proteína F do vírus impedindo a fusão deste com as células do hospedeiro e neutralizando a actividade do VSR.

Foi demonstrado que o palivizumab diminui a taxa de hospitalização de crianças infectadas pelo vírus (diminuição risco de hospitalização de 5.8 pontos percentuais no estudo Impact-RSV - de 10,6% no grupo controlo para 4,8% no grupo de estudo) mas, uma vez internadas, parece não diminuir a necessidade de ventilação mecânica nem a mortalidade.

A administração por via intramuscular condiciona uma semi-vida mais longa do que a via endovenosa - cerca de 22 dias - havendo necessidade de administrações mensais para manter uma taxa de anticorpos superior a 40µg/mL - o nível de anticorpos considerado adequado à profilaxia.

Na ausência de estudos fase IV (realizados já após a comercialização do produto - ie fora das condições ideais dos estudos que levaram à sua aprovação) amplos e controlados, que confirmem a eficácia do fármaco e perante o desconhecimento dos seus efeitos a longo prazo e o elevado custo, é fundamental que haja uma selecção criteriosa das crianças a quem vai ser administrado, para que não se corra o risco de, por causa de um único agente etiológico e de uma única patologia, descurarmos outros tratamentos ou cuidados de saúde, susceptíveis de beneficiar todos os recém-nascidos.